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Empresa Utiliza Fuzis Derretidos na África Como Matéria Prima Para Joias

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O executivo Peter Thum trabalhava na África para uma entidade que luta pela preservação da água quando notou que os moradores da Quênia tinham algo em comum: a maioria possuía armas.  “Conheci homens e meninos com fuzis de assalto. Foi um momento particular no Quênia, após a violência eleitoral, e comecei a pensar sobre o assunto.”

O continente africano tem cerca de 40 milhões de armas, metade das quais são fuzis de assalto — eles são mais baratos lá do que em qualquer outro lugar. O AK-47 se tornou onipresente. Historicamente, muitas armas foram levadas à África depois da Guerra Fria, explica Thum. “Duram um longo tempo. Esses fuzis AK-47 são realmente robustos.”

Pensando nisso, em novembro passado, ele uniu-se ao educador John Zapolski para formar a Fonderie 47, uma empresa dedicada a remover armas da economia africana e reutilizá-las para fazer joias, que são vendidas posteriormente nos Estados Unidos.

Joias-de-fuzis-Africa

A empresa obtém as armas diretamente da ONU. Uma prática da organização no continente é tentar recolher armas de combatentes ao final de conflitos armados. Segundo o site da Fast Company, a Fonderie 47 obtém algumas dessas armas confiscadas, paga para que sejam destruídas e derretidas na própria região e enviam as peças para os Estados Unidos. Nos EUA, viram matéria-prima para designers produzirem joias. 

Joias-de-fuzis-Africa

Os fundos obtidos com a venda de joias voltam para a empresa, o que gera mais dinheiro para destruição de armas. Eles já contribuíram para a destruição de mais de 25 mil. A Fonderie 47 tem trabalhado com três estilistas, criando colares, anéis, brincos, abotoaduras e, agora, até relógios.

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Fonte: Época Negócios

Fotos: Reprodução



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